Meu mais novo livro de cabeceira é: “Quem tem medo do gênero” – Judith Butler. (BOITEMPO – SÃO PAULO, 2024), que sugerimos nesta edição no espaço “NA ESTANTE”. Traz a filósofa estadunidense mais uma reflexão, dentre outras, a respeito da questão do gênero. Como sempre desafiadora, promovendo diálogos importantes que norteiam sobre a identidade e igualdade. Tenho cá minhas dúvidas se é uma questão de crônica, devido ao pouco espaço para se falar e escrever sobre a obra e a personalidade da autora. Acredito na coragem e atrevimento da escrita. A presente é uma delas. Analisar o patriarcado, o medo social que temos para observar a questão do gênero, segundo alguns ilustres leitores, é uma obra provocativa. Ainda não acabei de ler para buscar uma reflexão apropriada. O fato é que, diante do que ela passou em solo brasileiro no aeroporto, onde fora agredida por manifestantes do movimento antigênero, não foi fácil. Tirou de letra, embora reflexiva no tocante a tamanha agressividade, sem precedentes. Discordar dos pensamentos, entendo que é um dever do ser humano, até para a melhor construção do estado crítico. Agressividade pessoal, jamais. A chamada da autora, a princípio, é para transformar e converter a resistência em enfrentamento ativo, com toda a sociedade, em uma perspectiva de pensar em coletividade e a coletividade vir a pensar. Uma tarefa um tanto quanto difícil. A partir do momento em que encontramos líderes políticos que não respeitam os naturais direitos humanos consagrados, quiçá, teoria do gênero e suas consequências. Vale a leitura. Vale o (re)construir o respeito. Vale ser o humano.
É isso aí. Au revoir!
Carlos Magno Vieira – OAB.Df 1840-A