Crônica

SIMONE DE BEAUVOIR

Neste ultimo fim de semana, eu e Renatinha fomos ao encontro de um casal amabilíssimo Reijane e Lucia. Retornando o casal 20 de uma preciosa viagem ao velho mundo, estavam encantados com tudo que viram por lá. Recebi deles, um livro sobre a vida de Simone de Beauvoir. Uma preciosa obra que trás algumas passagens de sua vida, que eu desconhecia. Ainda não o li, pois, na crônica anterior, indiquei que estava sob a leitura da também não menos prestigiada Judith Butler. Foram ao Café de Flore. Local habitué de Jean Paul Sartre e Simone. Ali foi criado e discutido muitos dos pensamentos que tornaram livros, artigos e incentivaram e“influeciaram”  gerações. É bom lembrar que se as paredes e as xicaras de cafés falassem, certamente, estaríamos mais enriquecidos com os pensares dos escritores citados. Local também frequentado por, Pablo Picasso, Alberto Giacometti, Hemingway, entre outros.  Encantados com o local, embora aparentemente em mais um café de Paris. Não! Esse café tem o seu significado. Feminismo, existencialismo, e outras tantas teorias, foram discutidas ali. Difícil imaginar a forma e a geografia desses pensamentos. Sem alguma reserva, entendo que ler Simone de Beauvoir em Paris, certamente tem outro sabor, ainda mais se estiver acomodado em uma mesa no Café de Flore. Outro dia, estava relembrando de uma crônica que publiquei no finado Tribuna do Brasil, aqui em Brasília. De supetão, o Editor, a época, assim que entrei na redação, me pediu uma crônica para “ tapar um buraco” na pag. 2. Havia acabado de chegar da velha e boa Salvador, e lá, reli Seu Jorge Amado – “ Farda, Fardão Camisola de Dormir”. Não tive dúvidas. Sapequei mais essa experiência, obvio que recheada com a culinária baiana preparada em casa. Teve outro sabor reler Jorge Amado na Bahia. Assim, eu ofereço o mesmo para Simone de Beauvoir, Jean Paul Sartre dentre outros. Consta da biografia sobre a vida de Beauvoir, que na hora final da despedida, um coro se formou bradando; “ Mulheres, vocês devem tudo a ela.”, Permita-me, todos nós. Até porque não é só  mulher que se torna mulher, o homem também se torna homem!

É isso aí. Au revoir!

Carlos Magno Vieira – OAB.DF 1840-A