Crônica

A MORTE. Passagem obrigatória

Quem tem medo da morte? Um assunto tão delicado onde as pessoas pesam com muita facilidade tanto falar quanto sentir a perda de alguém. A vida é assim, ou melhor, a morte é assim. Chega sem avisar, dizem os mais preparados que ela manda avisos, as pessoas é que não ouvem. Muitas piadas em torno desse tema vagão pelos grupos, viram memes ou simplesmente, tentam elucidar a natureza e como poderemos tentar se esquivar dela. Acredito que é uma tarefa um tanto difícil. Dizem que quando os ponteiros se unem, um abraço. A pessoa toma o seu rumo natural. Para os espíritas, é um ritual de passagem com o intuito de resgatar dívidas de outra encarnação. Hum, hum, pode ser. Para os católicos, após o exemplo da ressurreição de Cristo, há vida após a morte. O fato é que, tanto de um lado quanto de outro, cada qual em seu cada, qual, o fato é que a morte é real e significativa. O tema deve ser tratado de forma mais leve, tranquila. Uns falam que se se levar uma vida mais simples, sem agregar problemas, na hora da finitude, a passagem seguirá o mesmo modus vivendi, do desinfeliz. Mas, será mesmo desinfeliz? Não sei. Entendo de bom grado que devemos tentar viver o máximo de realizações pessoais, com intuito sempre de olhar para as outras pessoas. As más e as boas línguas se encontram nesse pormenor, aqui se faz, aqui se paga. Será?  Nós assistimos diariamente tanta maldade nos corações das pessoas e suas atitudes e, nos perguntamos sempre: “Será que essa pessoa não tem medo da morte?” Como se fosse uma forma de pagar por tudo de mal que fizera nesse plano. Então, como se explica a morte? Segundo historiadores do tema, não passa de uma interrupção do ciclo de vida na natureza, por motivos sempre justificáveis. É assim. Não podemos deixar de entender que faz parte da vida do ser humano, mas, temos uma certeza geral, caso possamos entrar com algum tipo de recurso divino para postergar a chegada fatal dela, o faremos. Como consequência da passagem dela em nossas vidas, tem o enterro. Eu não vou. Não me chamem, pois eu não irei. Por uma simples dedução: O defunto é egoísta. Ponto. Eu irei no dele, mas ele não estará no meu. Portanto. Vá com Deus.