Era o ano de 1976. Eu estudava em Nova Friburgo em no Colégio da Fundação Getúlio Vargas. Era um internato. De lá assisti pela primeira vez uma Olimpíada a de Montreal. Naquele fatídico e decepcionante ano, o Brasil ganhou apenas duas medalhas de bronze. Uma no atletismo com o João do Pulo, e a outra no iatismo. Que vergonha. O Brasil vivia sob o regime de exceção. O esporte não era uma das preferências daquele governo. Começou uma reação em cadeia nacional pela valorização dos nossos atletas, leia-se, incentivo ao esporte amador. Uma forma de profissionalização do olhar para o esporte. A necessidade de intercâmbios constante, para que pudéssemos saber e exercitar as novidades em cada esporte. Já havíamos ficado para trás na Copa de 1974, onde o carrossel holandês, liquidou de vez o nosso futebol conservador, retrógrado e ultrapassado. Bem fez o Pelé que não participou da Copa. Ele sabia que estávamos muito mal na fita e na foto. Não deu outra. Os tempos mudaram. O esporte como um todo, foi profissionalizado. Atualizado. Renovado. Não cabe mais o romantismo de antigamente. Hoje os nossos atletas têm incentivo e patrocínio em sua maior versão. Precisamos de mais. Ontem assisti a beleza das meninas na ginástica Olímpica. Que leveza. Que profissionalismo. Digna de medalhas em especial a de ouro. Não devemos favor algum ao mundo olímpico. Veremos mais. Boa sorte, Brasil.
Carlos Magno Vieira