Quantas vezes nos pegamos durante o dia com saudades de alguém? Poxa, hoje fulano está tão longe. Poxa, que saudades de cicrano. Dos entes queridos que estão longe geograficamente e de outros entes que não estão entre nós fisicamente. Ahhhhh! Saudade. Que dor é essa tão sentida nas ausências de quem nos faz tanta falta? Durante a existência da humanidade, a saudade sempre fez parte da vida dos poetas, pintores, artes cênicas..séculos depois, das novelas, enfim, do ser humano. Como posso saber se a ausência sentida é saudade. Sigamos pelo dicionário, assim, como um “sentimento melancólico devido ao afastamento de uma pessoa, uma coisa ou um lugar, ou à ausência de experiências prazerosas já vividas”. Para a poesia, trago Mario Quintana, onde define que a “Saudade é o amor que fica”. Fica ou vai? Tanto a dor quanto a saudade elas são do interior de cada pessoa. Quem geme é quem sente a dor, já diz o provérbio baiano popular. Assim, vamos vivendo caindo e levantando, com saudades cada dia de uma forma diferente e às vezes cruel. Cruel, sim! Pois, a saudade se torna eterna e quem já se foi não retorna mais. Quanta dor. Termino essa manifestação de saudade com o nosso Drummond de Andrade: “Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar, e sem te despedires foste embora”.
Quantas saudades….
Carlos Magno Vieira
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