Era o início dos anos 70. Eu tinha por volta de 7/8 anos. O domingo era certeiro: 7h da manhã missa. Voltava para casa para ajudar a arrumar a casa com meu irmão e, ambos doidos para irmos jogar a “pelada”, o racha ou, simplesmente futebol. 12h o almoço. E, depois, sentar no chão da sala, encostados no sofá, de um lado eu e, do outro meu irmão para evitar as brigas… rsrsr. Começa o domingo, com Silvio Santos. Foram anos a fio assim. Mesmo após o crescimento que já tínhamos nossa programação, mas, o convite sempre vinha: Nego vem assistir ao Silvio Santos, tem um novo quadro aí. Assim como era lá em casa, era na maior parte das casas no Brasil. Grande comunicador. Engraçado, inteligente, às vezes com umas piadas que só ele sorria. O sorriso farto, de bem com a vida, sempre. Será que ele não tinha problemas? Só vivia sorrindo. Uma vez eu disse: Vou sorrir sempre igual ao Silvio Santos. Era leve. Um empresário de mão cheia. Longevo. Morreu após os 90 anos. Volto a dizer: leve. Essa safra de comunicadores está se acabando. O que nos resta por aí, é sem graça. Sem inteligência, não sabe lidar com o povo. Uns sapecavam dizendo que era demagogo. Outros, falso. O que nos chama atenção é que nunca se viu metido em mutretas ou algo semelhante. Caso tenha metido, não chegou ao nosso conhecimento. O fato é que ele era muito especial para todos. Sentiremos a falta de uma pessoa legal. Mais do que legal, humana!
Carlos Magno Vieira