A coluna Fábia Oliveira descobriu, em primeira mão, que o ex-diretor de RH da Record, Márcio Santos, aceitou um acordo de transação penal no inquérito policial de assédio sexual movido pelo ex-produtor da emissora E. M. A transação penal é um acordo firmado entre o réu e o Ministério Público, no qual o acusado aceita cumprir pena antecipada de multa ou restrição de direitos, e o processo é arquivado. Nos documentos ao qual tivemos acesso com exclusividade, o MP propôs o pagamento de prestação pecuniário, que será revertido ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD), no valor de cinco salários mínimos – o equivalente à R$ 7.060 – no prazo de 30 dias. “O pagamento deverá ser realizado exclusivamente por meio de guia de depósito judicial, emitida pelo cartório e enviada por e-mail/WhatsApp ao autor do fato”, indica um trecho do documento. L. M. denunciou o ex-diretor de RH M. S. por assédio sexual. Na ocasião, o comunicador trabalhava como editor de vídeo e roteirista. Ele foi contratado pela emissora em 2020. Em 2023, Elian foi promovido e recebeu a informação para comparecer à sala de Márcio para uma conversa. Segundo o que consta no inquérito policial, o diretor de RH disse que tinha grandes poderes para demitir pessoas na emissora. No mesmo dia, enviou uma mensagem para o produtor dizendo que o café havia sido ótimo e que deveriam marcar mais vezes.
Stalker é crime previsto na Lei 14.132/20121. É a perseguição desenfreada contra outra pessoa, do nada. Deve ser punido com rigor, não importa a idade nem o sexo. Ninguém pode tirar a paz de outra pessoa. A justiça tem que ser rigorosa.