Todos os dias nos deparamos com as mídias trazendo o cotidiano das violências domésticas que assolam os nossos lares. Agressões físicas, leves, graves, estupros e, por fim, o famigerado feminicídio. Fora, as agressões verbais que sempre antecedem as violências, inclusive a morte dessas mulheres. Vozes roucas dos lares, vozes roucas das ruas, vozes roucas cansadas de gritar por paridade. Não há violências que não ecoam onde deveriam ecoar. Será que o fato de instituírem o feminicídio com voz própria no Código Penal, aumento de pena, ajudará de alguma forma a diminuir, a estancar os inúmeros casos de feminicídios que destrói tantas famílias e constrói tantos criminosos antigos e novos? Tenho muitas dúvidas quanto a essas consequências ditas positivas. O fato é que há uma semana o nosso País, bem como a Comunidade Internacional, acordou com um novo formato de tratamento jurídico para os casos de feminicídios. É mais um passo, mais uma costura na tentativa de blindar as mulheres e s, suas famílias. Volto a insistir, não adianta mais leis, não adianta encarcerar os homens, senão implementar políticas públicas para os homens em estado de violências. Os homens estão soltos, sem um programa arrojado, por parte da sociedade, com o intuito de reeducar tanto a sociedade, quanto os homens e as mulheres. É isso aí.
Carlos Magno Vieira
OAB.DF 1840-A
É isso aí.
Carlos Magno Vieira