Crônica

LÁ VEM FINADOS, DE NOVO?

Todo ano no dia 2 de novembro é vivenciado o dia de finados. Onde a maior parte das pessoas no mundo relembram seus entes queridos, suas ausências sentidas demonstradas em uma visita ao campo fraterno eterno, ou seja, o cemitério. Dores e saudades à parte, é mais uma data para o comércio faturar. Explora de uma certa maneira o sentimento eterno da perda e, tenta transformar em um momento para uma lembrança cercada de flores, reforma do túmulo, uma melhor pintura, enfim, expressa materialmente o que sente sentimentalmente, às vezes até como uma demonstração de culpa inexistente, mas ela existe. Assim, o dia 2 de novembro vai sendo vivido e, de uma forma, celebrado. Nada contra. Não sou contra o campo eterno, não sou contra o dia de finado, porém entendo que poderemos vivenciar esse dia de uma forma mais leve, lembrando de nossos entes que já nos deixaram o quanto eles nos fizeram bem. Vale lembrar que em 02 de novembro de 998, Odilo instituiu aos membros de sua abadia e a todos aqueles que seguiam a Ordem Beneditina a obrigatoriedade de se rezar pelos mortos. A partir do século XII, essa data popularizou-se em todo o mundo cristão medieval como o Dia de Finados, e não apenas no meio clerical, mas em todo o campo social, até hoje. Uma saudação muito especial para aqueles, nossos entes, que conviveram conosco e, nos amaram como se não houvesse o amanhã. Amém!

Carlos Magno Vieira

OAB.DF1840-A