Instituído pela Lei 14.759/2023 e sancionada pelo Presidente Lula em 2023, foi decretado em feriado nacional o Dia da Consciência Negra, em homenagem à morte do líder da resistência negra Zumbi dos Palmares. Críticas à parte, o fato é que nunca é demais chamar a atenção para a questão do racismo no Brasil. Não é novidade o que sofre o negro(a) ao ser discriminado(a) pelo tom de sua pele. Uma pena. Chamado de preguiçoso, incompetente e cachaceiro, os adjetivos que tentam desqualificar o negro não se encerra. Sempre se multiplica. Cada barreira que ele /ela supera na sociedade, outras tantas se erguem de forma significativa para poder impedir o acesso aos direitos que lhes são conferidos por lei e, que não são respeitados. A crítica mais recente que ouvi e, foi rebatida na hora por mim, foi a de que era o que faltava um feriado para homenagear os negros. Dia da preguiça. Rebati na hora. O fato é que por séculos a fio, foi se construindo essa pecha que o negro é inútil, que não tem espaço nos lugares que os brancos frequentam ou tem direitos. Os direitos dos negros são os que os brancos lhe conferem. Absurdo. As transformações ocorrem, mas ainda falta muito. Essa construção tem que ser desconstruída e reconstruída com um novo olhar que é o olhar do respeito. Observo, ainda, a referência quando se comenta que um casal – ele branco e ela negra ou o inverso, a referência não é a do comum e, sim, que o fulano(a) que é casado(a) com uma neeegrraaa(ooooo). Assim o é. Está tão entranhado na cultura da fala que os interlocutores não percebem o absurdo que saí de suas entranhas preconceituosas através da fala. Outra pena. Assim é o ser humano social construído com os valores básicos distorcidos. Mas, estamos em plena transformação. Deverá melhorar, mas, infelizmente muitos negros e negras sofrerão na pele de ébano, a dor de serem o que é, ou seja, outro ser humano igual aos demais.
É isso aí.
Carlos Magno Vieira