Muito se tem falado a respeito das violências nas redes sociais, tendo como alvo, em maior escala, as mulheres, depois a comunidade LGBTQI+, idosos e, por aí vai. Mas, o que é misoginia mesmo? Segundo as definições literárias – segue uma delas–, vem a ser : “o ódio contra as mulheres é a raiz de uma sociedade em que homens são valorizados e mulheres são desvalorizadas”. Em outras palavras, nós homens temos um maior peso social em nossas palavras, atos e decisões, em detrimento do contrário, ou seja, a invisibilidade das mulheres. Nessa linha de pensamento, a qual combato por quase três décadas, há uma potencialização a nosso favor, o que não implica necessariamente em uma razão de ser e, tão pouco, nos credência a desqualificar, a desmerecer e subjugar as mulheres de forma alguma. Infelizmente, é o que acontece. Com o advento da internet – segundo Bosco – é o novo espaço público brasileiro – um campo que é visível a extremo e muito perigoso, pois, uma vez citada em qualquer situação desconfortável, publicizado em momentos íntimos, privados, etc., jamais conseguirá apagá-lo de vez. A memória digital é violenta e potencializada. É nisso que os agressores digitais se dão bem. Não é à toa que os legisladores estão se debruçando em novas leis sobre o tema, na tentativa de estancar esse modelo de comportamento digital covarde, ofensivo e destruidor de pessoas e famílias, porém construtor de novos criminosos. Uma pena. A tecnologia nos surpreende a cada dia. A velocidade a que temos acesso às informações é impressionante. Porém, a velocidade do mal que a internet – mídias sociais – causa é na mesma velocidade e desproporcional. Antigamente se dizia que o jornal de hoje, amanhã, estará embrulhando peixe. E, no caso do digital, embrulhará o que e por quanto tempo? A palavra com os Terapeutas, Psicólogos e Psiquiatras, Juízes e Promotores. É isso aí.
Por Carlos Magno Vieira