Axé! Termo muito utilizado no meio das religiões de matriz africana. Saudação para desejar o melhor para a outra pessoa ou multidão. Muti axé! Popularizou tanto, que ficou amassada no tempo, embora na resistência de sempre. Em 1984 surgiu um movimento despretensioso na velha e boa Bahia. Luiz Caldas – a época – desconhecido do grande público, lançou um estilo musical, onde a batida do som, merecia um movimento de dança até então, desconhecido, o “Deboche”. Movimento corporal, com os dois dedos indicadores para cima, e o corpo subia e descia no ritmo da música. Assim nasceu o deboche movido pela música do Luiz Caldas – “a Nega do cabelo duro”. Tive a oportunidade de ver nascer esse grande movimento e seus sucessores. Naquele ano. Estourou. Nessa pegada veio o samba – reggae através do Olodum, por sua vez criado pelo famoso “Neguinho do Samba”. Explodiu no Brasil e no mundo. Vindo, também, outros cantores e compositores baianos sustentando esse ritmo que levou milhares de pessoas a dançarem e a pularem, não só no carnaval da Bahia, mas também, nas micaretas espalhadas pelo Brasil afora. O axé assim se tornou não mais baiano e, sim, do mundo. Mas, o que sobrou desse movimento? Houve renovação? Outros gêneros se tornaram mais atraentes? Mais contemporâneos?