Hum ano sem a nossa roqueira Rita Lee. Quanta falta. Desde pequeno ficava observando as suas apresentações, entrevistas, comentários e muitos comentários a seu respeito. Doida varrida, lascava os mais conservadores. Fora do tempo, mandava bem alguns fãs. Drogada, uma forma naquela época para desqualificar alguém, visionária, artista e fantástica, o que sempre pensei. Marcou várias gerações. Cada qual com algumas das mais felizes composições e de sucesso. Pronto. Matava de raiva e inveja os ditadores das normas sociais ultrapassadas. Musicalmente? Irreparável. Compositora, sem comentários. Após sair do famoso Mutantes, corajosa que o diga, em 1969, após alguns giros musicais, se encontrou, se encantou, nos encantou com o seu marido até os últimos dias de vida, de música e de composições, Robertinho de Carvalho. Lança perfume, Miss Brasil 2000, e lá vamos nós. O espaço é pequeno para tanto. Cabelos sempre pintados, registrando cada momento de sua trajetória musical e de vida, lá estava ela com o seu sempre presente sorriso farto e, largando sempre uma mensagem. Essa era a nossa Rita Lee. Recentemente, tomei conhecimento de um musical que retrata a vida da Rita. Mel Lisboa, a protagonista, que interpreta de forma magnífica a performance de nossa roqueira. Tarefa árdua, difícil e de muita responsabilidade. Em recente entrevista, a atriz comentou como foi a construção da personagem. Depois de pronta e, após a estreia, em um dia qualquer da apresentação no teatro, quando ela olhou para a plateia para agradecer os aplausos, se deparou com a nossa roqueira entre os mortais. Não teve como não se emocionar e emocionar a todos que estavam presentes. Assisti ao vídeo. É alucinante. Não tive como não me emocionar. É assim a vida. Difícil falar da nossa roqueira. Muito difícil. Uma situação é certa: não dá para não falar dela, a nossa eterna roqueira: Rita Lee. “ Suspenderam os jardins da Babilônia…” Au revoir, Charlemagne