Crônica

KAMALA HARRIS

A esperança da democracia nos E.U.A?

Não foi surpresa para mim, a notícia que o Presidente americano Joe Biden desistiu de concorrer à reeleição. Estava na cara que o Presidente não tinha a mínima condição física e mental para uma disputa dessa envergadura e contra um Trump com todo gás. Durante esse mandato, causou espécie a ausência da mídia de sua Vice. A impressão é que ela teria sido sufocada pelo poder americano, no intuito de não ofuscar o principal ocupante da cadeira. Ela é dinâmica, preparada, tem um fantástico conhecimento dos problemas dos menos favorecidos, das comunidades negra e latina. É mulher, filha de um encontro de raças mãe oriental e pai caribenho. Assim é, Kamala Harris. Uma advogada de peito. Acostumada a embates fervorosos nas causas que defendia com conhecimento e coragem. Uma dura candidata para o também topetudo Trump. Na largada nesse domingo, ela aparece em uma pesquisa com 44% de intenção de votos. Contra 47% de Trump. Já se tem notícias reais de que financiadores começaram a despejar seus dólares na campanha, ontem mesmo. Sinal que estavam esperando uma pessoa mais confiável, que pudesse enfrentar cara a cara um Trump determinado, audacioso, autoritário, arrogante e insensível. Será? Ou será que é um personagem para falar de forma conservadora aquilo que os conservadores americanos querem ouvir. Meio termo com ele, esquece. Tem um ponto que ainda está bamba em seu discurso, o aborto. Caricato de insensível, esse tema é muito sensível para ser tratado por um personagem que é acusado de agredir as mulheres. Tudo indica que é o eleitorado feminino que poderá definir a eleição presidencial americana. A mídia assim declara. O fato é que ele – Trump – terá que medir as palavras com a possível candidata do Partido Democrata. A um, por ser mulher. A dois, o que ele falar de forma grosseira irá sedimentar a postura e o carimbo de que mulher para ele é uma coisa – res. Ouví nesses trinta anos envolvidos de alguma forma com a política partidária, mesmo sem partido, política das eleições da OAB-DF enfim, na vida pública, que não se briga com mulher de vizinho, idoso e criança, você só levará a pior. Finalizando, não dá para prever o resultado da eleição americana, será uma disputa acirrada mas, trazendo mais uma vez ditados do meio político, onde se diz: “Eleição e mineração só depois da apuração.

Boa sorte para os americanos e para o mundo.

Au revoir

Carlos Magno Vieira