Sempre tive curiosidade para saber como eram escolhidas as pessoas que seriam agraciadas com uma Condecoração, Medalhas ou afins. Homenagem personalíssima com estofo em uma indicação que acaba se resvalando no cunho subjetivo, ou seja, a pessoa escolhida é um trunfo das autoridades que o prestigiam. Às vezes, por uma questão de gênero, há sempre um número maior de homens que são lembrados e medalhados. Bobagem? Não creio. Será que as pessoas agraciadas – homens – são mais preparadas que as mulheres no serviço público? Contribuem mais para o desenvolvimento do serviço público? Não creio, também. Mas, o fato é que é um prazer ver um colega e servidor ser lembrado para essa honraria. Não conheço os requisitos básicos para tal agraciamento, pelo genérico, verifico que o futuro medalhado colega se encaixa nos requisitos objetivos, ou seja, ter contribuído e atuado constantemente com os seus superiores de forma relevante, dentre outras, enfim, a miúde ele é o cara. A forma subjetiva, de alguma forma, é um requisito forte para a escolha. Por outro lado, por curiosidade que divido com vocês, é o significado da homenagem, assim, explana o conceito da Medalha dos Buritis, como sendo, “uma condecoração do governo do Distrito Federal que reconhece servidores públicos que tenham desempenhado suas funções de forma relevante, com dedicação e zelo.” A nós nos parece que é caso. Por sua vez, verificando o universo de nomes de condecorações pelo Brasil afora, encontrei uma – dentre outras – que me chamou a atenção, uma homenagem à conhecida Marquesa de Santos D. Domitila de Castro Canto e Melo (1797 – 1867), pela primeira vez homenageada em honraria, exerceu grande influência durante o reinado do primeiro imperador do Brasil. A Comenda D. Domitila de Castro, a Marquesa de Santos – FALASP / ANCEC “Símbolo da força da mulher paulista” teve seu lançamento oficial em 25 de novembro de 2019. Vejam que curiosidade, no nosso sentir, uma homenagem dessa envergadura é um reconhecimento de que a amante tem um papel de relevância, quando está próxima ao Poder. Faz sentido. Até porque, às vezes essas figuras que sempre permeiam o Poder, sempre tem voz ativa e altiva, às vezes substituem a voz do Poder. O brado entoado, vindo da voz das aspirantes a Marquesa de Santos, soam mais como a de um ventríloquo. Qual deveria ser o critério para escolher a homenageada? Constrangimento ou mérito? Poxa! Certamente o Reino teria seus abalos. Vixe mainha! Nem se fala. Salve o homenageado TIAGO DUTRA – CEB-H, por mérito.
Obs. Tal honraria foi endereçada a um homem na última edição.