Crônica

RESSACA DA VITÓRIA DO GLORIOSO

O Dia trinta de novembro de 2024 está marcado para a eternidade: BOTAFOGO CAMPEÃO DA TAÇA LIBERTADORES. Tenho 61 anos. Acompanhei o Fogão por toda a minha vida. Assisti a jogos dele. Assisti péssimos jogos dele. Assisti quase a ser campeão. Assisti ao campeonato do carioca e algumas outras tentativas. Mas, esse ano de 2024 foi diferente. Investimento fantástico no time, deu certo. Técnico simples, objetivo, respeitador e inteligente. Fórmula sagrada para um time ser campeão. A individualidade é uma característica que pode definir uma partida, foi o que aconteceu. Até o momento final, o time resistiu ao ataque feroz e desordenado do Galo. Resistiu muito bem, uma vez que estava preparado para aquele momento, ou seja, a maturidade aliada a competência venceu o jogo. Venho de uma família – como todas as demais – de torcedores, moderados, fanáticos, ou apenas um torcedor, enfim. Lá em casa papai era Fluminense, foi para o encantado com uma mágoa enorme, nenhum dos 4 filhos dele é tricolor. Minha mãe – sagrada – mas como todo ser humano errou na mão a torcer pelo Flamingau – minha vó vascaína, sobrou para mim e o Guilhermão o brilho da estrela solitária. Valeu a espera. Hoje meu cardiologista ligou e me dispensou da consulta semestral e justificou: “Cara, depois de sábado até eu não irei ao Cardiologista… rsrsrs, nossos corações estão ótimos”. Sentenciou de longe o meu mestre. Assim, seguiremos com a vida de mais uma vitória merecida. Temos ainda dois outros compromissos que estão desenhados com uma possível vitória nossa. Ressalto que esses momentos serão gloriosos – de novo – após, não ao apito do juiz finalizando a peleja e, sim, quando ele pega na bola. Parabéns a torcida alvinegra. Parabéns ao Brasil por mais um título.

Até a próxima.

Obs. Quando estava escrevendo essa crônica o Fogão ainda não havia  vencido o Internacional. Fogão 1 a 0.

Carlos Magno Vieira