Crônica

O MUNDO MUDOU?

A literatura popular admite que o mundo gira. Que bom! Outros entendem que ele capota, sempre em alusão àqueles que praticam o mal, olhando sempre para alguém ou algum grupo específico. Antigamente se dizia que índio queria apito. Uma música de carnaval que era cantada e idolatrada pelos salões de antigamente. Hoje o índio, além de não querer o apito, usa celular, estuda, defende tese de doutorado, se elege e elege quem bem entender. É justo? Lógico que sim. É humano, com todas as prerrogativas inerentes a essa condição excepcional de ser um ser humano de direitos. No antigo e famigerado Código Civil de 1916 – já enterrado e já foi tarde, o índio era tratado como silvícola, ou seja, sem direitos. Mudou. Por outro lado, era dito que, quando um doido te chamar, não vá! Em alusão àqueles comportamentos imprevisíveis por quem tem algum tipo de doença mental. Dizia-se mais, o sujeito era considerado “doido” quando rasgava dinheiro ou comia o número 2. Sinal dos tempos ou final dos tempos? Em recente reportagem a nível nacional, foi alvo de uma operação judicial e policial um parlamentar com o sobrenome político de “fulano doido”, acusado em tese, de desviar dinheiro público e etc. Será que fugiu à regra da condição de “doido”? Verificou-se na ação policial um elenco enorme de vinhos caros e raros que compunham a adega, dinheiro a rodo em espécie, fora os documentos que poderiam envolver um rol de autoridades. É, já não se faz mais doido como antigamente! O doido se elitizou, vinhos, farras, lanchas e celulares caros. O mundo mudou ou o considerado “doido” é uma verdadeira maquiagem para encobrir a sua verdadeira face no meio político?

De uma forma  ou de outra, o mundo mudou. Se para pior ou melhor, o tempo dirá, ou melhor, a justiça dirá. É isso aí.

 

Por Carlos Magno Vieira